ANTÔNIO ARNEY, é considerado um fenomeno na arte nacional. Auto didata, é
um dos principais artistas Paranaenses no campo da pesquisa. Transforma
um elemento bem nosso, como a madeira, em linguagem de limitação de
espaço e tempo. Partindo de elementos concretos tridimensionais,
frequentemente pré-existentes, como um caixote velho, peças de metal,
desdobre uma relação em estado puro como nosso subconsciente,
despertando-nos para uma visão cósmica universal. Obtém grande
sensibilidade estrutural, ao introduzir em suas composições, valores
táteis obtidos com papeis colados e ranhuras de madeira.
Outras vezes, explora de maneira dramática, o jogo de relações entre o
tachismo lírico obtido por tiras de papel colado na parte sperior e a
parte geométrica inferior, onde os parafusos servem de ponto de parida
para as já mencionadas relações. Detentor de inúmeros prêmios, teve em
70 uma de suas telas incorporadas no Acervo do MAM de São Paulo. É o
único paranaense que teve sala especial na XI Bienal de São Paulo em
1971.
Adalice Araujo - Diário do Paraná - dezembro de 73
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